Após dias de especulações, a causa da morte do advogado Luiz Fernando Pacheco teve uma reviravolta anunciada, nesta última quinta-feira, dia 9 de outubro.
Um laudo preliminar da perícia confirmou que ele faleceu de traumatismo craniano, e não por envenenamento por metanol, como se suspeitava inicialmente.
As fontes são da emissora Globo, que teve acesso ao laudo. Os exames apontam que o traumatismo foi causado, provavelmente, pela queda que o advogado sofreu na calçada, após levar um soco do ladrão Lucas Brás dos Santos, que já está preso e confessou o crime.
Com a notícia do laudo, o passado do principal suspeito, Lucas Brás dos Santos, de 27 anos, tornou o caso ainda mais revoltante. A investigação revelou que, em janeiro deste ano, ele já havia sido condenado a mais de 5 anos de prisão por um crime idêntico.
Além disso, o crime teria acontecido contra uma advogada, mas ele estava foragido. A liberdade do criminoso se deu por uma decisão judicial de outubro de 2023.
O juiz Bruno Paiva Garcia, o mesmo que o condenaria em 2025, decidiu soltá-lo por entender que ele ficou muito tempo preso preventivamente sem ser julgado. O pedido de soltura na época foi feito pela Defensoria Pública.
A suspeita de envenenamento surgiu porque, minutos antes de desaparecer, o advogado enviou uma mensagem a amigos em um grupo brincando que havia “tomado metanol”.
Na verdade, ele foi vítima de um latrocínio em Higienópolis, onde foi agredido com um soco e teve seus pertences roubados. No momento, os três suspeitos presos, que confessaram participação no crime, permanecem detidos.
A polícia agora trabalha para concluir o inquérito do latrocínio, enquanto a revelação de que o principal agressor já era um condenado foragido gera um intenso debate sobre o sistema de justiça criminal.






