Para familiares e amigos, a dor vai além da perda: é a angústia de conviver com perguntas sem respostas. Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, e Mariana Bastos da Silva, de 20, foram encontradas sem vida em uma área de mata próxima à Praia dos Milionários, em Ilhéus, no sul da Bahia.
As três haviam saído para passear com um cachorro, que acabou sendo o único sobrevivente, encontrado amarrado a um coqueiro ao lado dos corpos.
Entre lágrimas e homenagens, parentes e moradores se perguntam o que realmente aconteceu naquela noite e quem pode estar por trás do crime.
As vítimas eram conhecidas na comunidade pela dedicação à educação e pelo carinho com que tratavam os alunos. Mãe e filha, Maria Helena e Mariana, viviam próximas da praia junto com Alexsandra, amiga da família. Pouco antes do crime, câmeras de segurança registraram as três caminhando tranquilamente pela areia, com o cachorro na coleira.
Essa foi a última imagem delas com vida. Desde a descoberta, a Polícia Civil montou uma força-tarefa para apurar os fatos. Pelo menos 15 câmeras de estabelecimentos e residências estão sendo analisadas, enquanto buscas na área de mata tentam localizar a arma do crime.
Apesar do esforço, ainda não há definição sobre autoria nem motivação. Informações iniciais sobre o envolvimento de um ex-namorado chegaram a circular, mas foram descartadas oficialmente. Mesmo assim, nenhuma hipótese foi eliminada pelas autoridades.
A ausência de respostas provoca indignação. Manifestantes, em sua maioria mulheres, foram às ruas de Ilhéus exigindo rapidez nas investigações e justiça para as famílias.
O caso expõe não apenas a dor de quem perdeu entes queridos, mas também o medo que paira sobre uma cidade acostumada a ver suas praias como locais de lazer e segurança.
Enquanto a investigação não avança de forma conclusiva, permanecem os enigmas: quem teria motivos para cometer tamanha violência?
O que aconteceu entre o momento em que as três foram vistas caminhando e a descoberta de seus corpos? Até que as respostas cheguem, a sensação de insegurança e o vazio no coração dos familiares continuam a ecoar nas ruas de Ilhéus.






